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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Tragédia no Rio... violência ou ceticismo religioso?

É lamentável o que aconteceu no Rio de Janeiro, naquela escola pública. Fica aqui o meu lamento e a minha solidariedade pelas vítimas.
Agora, o que me chateia, o que me irrita e o que me deixa indignado é ver a hipocrisia das pessoas, aliás como em todos os aspectos, essa vertente é muito tênue. As pessoas confundem os seus princípios com os princípios que regem a sociedade.
Como todo fato de grande repercussão, gera um verdadeiro frenesie na mídia. Em quase uma semana de acontecimentos, o caso ainda repercute e muito nas ruas, e nas redes sociais. Assistindo ontem, o programa dominical “Domingão do Faustão”, eu pude ver a ausência do conteúdo apresentado semana após semana, dando lugar a uma série de entrevistas e depoimentos com vítimas e pessoas ligadas à departamentos de segurança e de saúde psicológica. Muita coisa em debate, e temas ligados a como evitar esses incidentes.
Porém, uma coisa muito importante não foi debatida. O ceticismo religioso, envolvido nesse episódio. Quem viu o conteúdo da carta, deixado pelo assassino, pode notar uma total ignorância e uma completa deturpação de conceitos bíblicos. Pode ser que surtos psicóticos ou quaisquer outras coisas relacionadas a um psicológico abalado tenham levado esse monstro a cometer essa insanidade.
Alguns podem até achar um exagero da minha parte, mas digo sempre que respeito o ponto de vista de todo mundo. Esse é o meu, e acho que cada um deve ficar com o seu. Venho de uma criação evangélica. Passei 23 anos dentro da igreja, e falo por experiência própria que a visão unilateral de diversos assuntos só impelem a sociedade a atos de violência e recriminação. É nítido ver depoimentos de religiosos e evangélicos condenando a homossexualidade, e destruindo famílias que sempre foram unidas por algo que nem mesmo a ciência é capaz de explicar ainda, e incitando a violência contra essas pessoas. Pais restringindo os filhos quanto à tecnologia e os avanços da sociedade, impedindo alguns de verem televisão, de ouvirem música, de acessar a internet, cursar uma faculdade, coisas que são extremamente necessárias para a inclusão social, o aprendizado de novos idiomas, a criação de uma força jovem capaz de liderar o mundo que está por vir.
Chego a enxergar a idade média tomando seu lugar novamente na história. Quando se viu os cristãos sendo esmagados pelos pagãos. Depois os mesmos cristãos que foram perseguidos, e ao invés de darem o exemplo, preferiram se encher de ódio e se vingaram, quase que extinguindo do planeta os pagãos. Depois vimos a igreja católica massacrando toda a raça humana que não se proferia cristã, como eles mesmo diziam, em nome de deus. Quantas mulheres morreram sendo consideradas bruxas por papas e outros cretinos condenados pela historia. Bem disse Dan Brown, em o Código da Vinci, que “depois que o homem passou a adorar um único deus, todos passaram a matar em nome dele.
Não quero e nem estou criticando as religiões, mas sim atos passados, e fatos que hoje todos nós tomamos conhecimento. Cada um segue aquilo que acredita. Mas todos nós temos a obrigação de dar a nossa contribuição para um mundo melhor.
Sinto muito, mas o meu mea-culpa quanto a esse assunto recai e muito sobre o ceticismo religioso. Penso que as igrejas, todas elas, deveriam começar a enxergar um mundo de inclusão, onde todos, deverão viver dividindo tudo. Esperando claro, que a nossa crença no ser humano realmente, valha a pena.